Capitulo 6, pág. 56
- Esta obra ao contrário do que eu esperava está me a agradar bastante, nunca gostei de História, principalmente História de Portugal, mas neste livro é contado um passado relativamente recente, de qual eu ainda ouço falar e que está também muito presente na minha família. A imigração, Salazar e a PIDE marcaram muito os portugueses, por isto esta história, pelo menos até aqui tem sido muito agradável.
- Até ao sexto capitulo este livro fala basicamente da pobre vida que se vivia em Portugal nos anos 60, e como consequência desta, a emigração para a França. Os personagens mais importantes até aqui têm sido Joaquim e Albano, dois jovens portugueses que fartos da miséria e das suas más condições de vida decidem emigrar clandestinamente até França, atravessando a fronteira de Portugal e os Pirenéus ilegalmente em péssimas condições, com o risco de serem apanhados pela PIDE ou pela Guarda Espanhola. Felizmente os dois chegaram a França vivos mas depois de ter passados por situações de morte iminente, como a queda de Joaquim num precipício dos Pirenéus, o frio, a fome ou os riscos de levarem um tiro da polícia. Já a tão desejada chegada a França foi uma desilusão, em vez de casas ricas e bonitas como estavam à espera, estes jovens portugueses descobriram que a aldeia portuguesa em França não passava de um bairro de lata sem condições.
- Até aqui o autor parece querer mostrar a força dos portugueses a forma como lutam sempre pela sua vida mesmo tendo de ir para outros países e também os tempos de dificuldade vividos na altura. Dá a entender que nunca devemos desistir.
- Todos nós temos, quase de certeza um "tio" emigrante, todos nós já ouvimos histórias de quem fez a sua vida "lá fora", bem eu pelo menos tenho e já ouvi imensas, emigrar é algo que eu não ponho absolutamente fora das minhas ideias para o futuro, Portugal está um desastre e sinceramente não me vê com grande futuro aqui, é óbvio que não será para França é um país demasiado turístico para mim.
- O autor deste livro é muito conhecido, usa uma linguagem coloquial mas em diálogos das personagens aparece o tom usado na altura pelos portugueses, usa um tom que nos leva a reflectir no que estamos a ler e acima de tudo que nos absorve bastante. É um narrador ausente.
- Em relação á narração este livro a princípio usava muitas elipses que ajudavam a perceber a história e que criava algum suspense em relação ao que podia acontecer a seguir no momento que era suposto ser presente
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