terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Longe do meu Coração


Acabei finalmente a leitura da obra e digo sinceramente de que gostei muito, é uma história de amor e de luta muito sofrida mas com um final muito feliz. Outro dos motivos pelos quais gostei imenso desta obra é o facto de ter mais do que um “ e foram felizes para sempre”, esta história conta o resto das suas vidas, conta as alegrias e as tristezas que passaram nesse “felizes para sempre”. É uma obra bonita e que fala de sonhos, de paixões, amizades e amores puros. Fala de um regime que eu tenho a sorte de não ter vivido e de sacrifícios.
Aconselho vivamente a leitura desta obra a todos que gostam de romantismos, a todos que sonham e que querem lutar por esses sonhos.
Resumidamente esta obra conta a história de um português que vai para frança ilegal como foram milhares na altura da ditadura, tinha em mente os seus sonhos e objectivos, a chegar lá desiludiu se, trabalhou, apaixonou-se, enriqueceu, quebrou preconceitos ao casar com uma francesa e teve dois filhos, abriu a sua própria empresa de construção. Teve uma vida sofrida mas feliz.

Entre muitas mensagens que o autor pretende mostrar destaco as mais importantes a meu ver, a miséria que Portugal era na ditadura, as más condições que os portugueses tinham de trabalho, a luta pelo amor, as diferenças entre ser-se pai e ser-se filho, os sonhos, a luta e a realização dos objectivos, até dos “impossíveis”
Eu, inicialmente escolhi esta obra pelo título, depressa descobri que o titulo se referia a Portugal, Esta obra fez-me pensar imenso, no amor, na luta, e no que realmente queremos, e se queremos mesmos, aprendi que devemos lutar.
No fim da obra conclui que a linguagem do autor é simples e adequada á obra e às personagens, usa um tom por assim dizer, romântico que prende especialmente os mais apaixonados pela vida, pelo romance e pelos sonhos. O narrador limita se a contar a história sem praticamente dar qualquer tipo de opinião. Sou sincera e foram várias as vezes que as lágrimas me interromperam a leitura, a emoção e a força dos sentimentos é descrita de uma forma muito clara que nos deixa expectantes em relação ao que as personagens irão fazer a seguir.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Longe do meu Coração

Capitulo 19, pág.137 

  • Estou numa parte muito importante da obra, a meio do caminho do sonho. Isso faz-me ter vontade de o ler sem parar, o livro é cada vez mais interessante e romântico, um romantismo muito actual a meu ver.
  • José o primo de Joaquim fica muito doente, pneumonia que tem morto imensa gente em paris, graças a Joaquim que convence os tios a levarem José ao médico e assim ele melhora, mas Joaquim esta cada vez mais decidido que aquela barraca não tem condições para o menino viver, tentando mais uma vez convencer os tios em vão. Entretanto Joaquim finalmente se declara a Françoise e é correspondido, infelizmente ou felizmente deixam de se poder ver tantas vezes, Joaquim não pode ir as aulas porque o seu patrão Pierre encarregou-o de algumas obras por conta própria, o que lhe ocupará os fins-de-semana, mas que ajudará imenso no dinheiro que este precisa para abrir o seu próprio negócio. Entretanto Françoise enfrenta a mãe que pretende que esta case com um gordo e snobe francês, mas Françoise deixa bem claro que tal não vai acontecer. Cada vez mais apaixonados, Joaquim e Françoise trocam bilhetes e encontram se as escondidas.
  • Uma das críticas que o autor mostra aqui é as condições que os portugueses (construtores de Paris) tinham, a falta de higiene, de protecção contra as condições meteorológicas, e de cuidados médicos. Pretende também mostrar o quão facilmente as pessoas podem ser enganadas por não se conseguirem aguentar. Continua a mostrar que se deve lutar pelos sonhos, mesmo que pareçam impossíveis.
  • Gosto imenso desta parte da obra muito pelo facto de ser a descoberta do amor correspondido, a intensidade deste amor a  força que ele tem, só mesmo numa cidade como paris parece-me.
  • Todas as outras características do narrador mantém-se, em especial a capacidade de prender o autor face ao romantismo do que é descrito.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Longe do meu Coração

Capitulo 13, pág. 102
  • Estou a gostar cada vez mais deste livro, estes últimos capítulos são muito emocionantes, ao contrário dos primeiros que eram emocionantes por causa do perigo, estes são emocionantes porque falam de sentimentos, de morte, de vida, de sonhos e de paixões.
  • Joaquim e Albano enfrentam o trabalho duro na obra pela primeira vez, ambos ficam muito cansados mas felizes. O pai de Joaquim faleceu, segundo o que Joaquim acha morreu de tristeza por não poder ajudar economicamente a família. Entretanto Joaquim apaixona se por Françoise, uma francesa muito bonita e diferente das mulheres a que Joaquim estava a habituado na terra. França começa a abrir os olhos para as condições de trabalho dos portugueses, e entre outras medidas os portugueses de Bidonville começaram a ter aulas de francês para não serem enganados, por coincidência a professora é o grande amor de Joaquim. Albano, Joaquim e o primo José vão pela primeira vez visitar paris. No final deste capítulo, Albano morre esmagado por uma viga na obra onde estavam a trabalhar. 
  • A intenção do autor nestes capítulos é óbvia, pretende incutir nos leitores a questão de se a nossa a terra é "aquela que nos viu nascer ou aquela que nos dá de comer", também nos faz pensar na efemeridade da vida, nos sonhos, e se realmente existem ou não amores impossíveis.
  • Esta obra cada vez me toca mais, a paixão platónica vivida por Joaquim traz me recordações e a dor da perda também. Por outro lado Joaquim é um inspiração, a luta incessante pelos sonhos e a motivação com que luta por tudo o que quer incluindo o grande amor.
  • A linguagem do  autor parece me mais simples e adequada com a época á medida que vou lendo a obra, utiliza cada vez mais expressões típica. O tom usado pelo autor é bastante adequado a cada situação narrada. 
  • Ao contrário dos primeiros capítulos, a história tem sido contada sem elipses, há bastantes momentos emotivos que me prendem á história e que nos fazem ter aquelas sensações que somos nós a sentir.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Longe do meu Coração

Capitulo 6, pág. 56

  • Esta obra ao contrário do que eu esperava está me a agradar bastante, nunca gostei de História, principalmente História de Portugal, mas neste livro é contado um passado relativamente recente, de qual eu ainda ouço falar e que está também muito presente na minha família. A imigração, Salazar e a PIDE marcaram muito os portugueses, por isto esta história, pelo menos até aqui tem sido muito agradável.
  • Até ao sexto capitulo este livro fala basicamente da pobre vida que se vivia em Portugal nos anos 60, e como consequência desta, a emigração para a França. Os personagens mais importantes até aqui têm sido Joaquim e Albano, dois jovens portugueses que fartos da miséria e das suas más condições de vida decidem emigrar clandestinamente até França, atravessando a fronteira de Portugal e os Pirenéus ilegalmente em péssimas condições, com o risco de serem apanhados pela PIDE ou pela Guarda Espanhola. Felizmente os dois chegaram a França vivos mas depois de ter passados por situações de morte iminente, como a queda de Joaquim num precipício dos Pirenéus, o frio, a fome ou os riscos de levarem um tiro da polícia. Já a tão desejada chegada a França foi uma desilusão, em vez de casas ricas e bonitas como estavam à espera, estes jovens portugueses descobriram que a aldeia portuguesa em França não passava de um bairro de lata sem condições.
  • Até aqui o autor parece querer mostrar a força dos portugueses a forma como lutam sempre pela sua vida mesmo tendo de ir para outros países e também os tempos de dificuldade vividos na altura. Dá a entender que nunca devemos desistir.
  • Todos nós temos, quase de certeza um "tio" emigrante, todos nós já ouvimos histórias de quem fez a sua vida "lá fora", bem eu pelo menos tenho e já ouvi imensas, emigrar é algo que eu não ponho absolutamente fora das minhas ideias para o futuro, Portugal está um desastre e sinceramente não me vê com grande futuro aqui, é óbvio que não será para França é um país demasiado turístico para mim.
  • O autor deste livro é muito conhecido, usa uma linguagem coloquial mas em diálogos das personagens aparece o tom usado na altura pelos portugueses, usa um tom que nos leva a reflectir no que estamos a ler e acima de  tudo que nos absorve bastante. É um narrador ausente.
  • Em relação á narração este livro a princípio usava muitas elipses que ajudavam a perceber a história e que criava algum suspense em relação ao que podia acontecer a seguir no momento que era suposto ser presente

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Longe do meu coração de Júlio de Magalhães


· Título: Longe do meu coração
  Autor: Júlio de Magalhães
  Editora: A Esfera dos Livros
  Nº de edição : 1ª edição, Outubro de 2010
  Género: Romance
  Páginas: 225